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Coritiba chega de novo na bacia das almas

Em 2012, Couto Pereira. Em 2013, Bauru. Em 2014, no Independência. Em 2015, Couto Pereira. Em 2016, Maracanã. Em 2017, Arena Condá? Pelo sexto ano consecutivo, o Coritiba chega ao final do Campeonato Brasileiro se agarrando nas possibilidades de escapar do rebaixamento. Nas cinco anteriores, fugiu da degola, até mesmo com derrota. Em todos esses campeonatos, erros se sucederam, técnicos foram mudados, jogadores vieram e saíram, a torcida abraçou o time. Deu certo, apesar de tudo. Será que vai dar certo de novo?

O Coritiba entrará em campo neste domingo, às 17h, contra a Chapecoense, com uma posição confortável entre os times que querem fugir do rebaixamento – os outros são Vitória, Avaí e Sport. Vencendo a Chape, o Coxa se livra sem se preocupar com qualquer outro resultado. Empatando, serão necessários dois destes três resultados: empate do Avaí (contra o Santos), empate do Sport (contra o Corinthians) ou derrota do Vitória (contra o Flamengo). Se perder, escapa se catarinenses e pernambucanos não vencerem.

Combinações ou a possibilidade de escapar sem depender de outros. Foi o resumo dos últimos campeonatos brasileiros. Em 2012, o time contava com Vanderlei (hoje o melhor goleiro do futebol brasileiro), Victor Ferraz (titular do Santos e na mira do São Paulo), Rafinha (titular do Cruzeiro), Willian (capitão do Vitória) e Everton Ribeiro (titular do Flamengo). Fora vice-campeão da Copa do Brasil. Teria tudo pra um bom campeonato, mas não aconteceu.

Em 2013, o Coxa chegou à liderança do Brasileirão. Campeão estadual, tinha seguia tendo Vanderlei e Victor Ferraz, e contava também com Robinho, Alex, Lincoln. Mas perdeu Rafinha durante a competição, começou uma maluca troca de treinadores, passou por crise financeira, os jogadores romperam com a diretoria e só com Tcheco como técnico e um gol salvador de Luccas Claro o time se salvou.

Em 2014, Alex seguia atuando, mas o Coritiba não conseguiu ficar uma rodada sequer entre os dez primeiros – foi o único time naquele ano que não entrou “na primeira página” da classificação. Com Celso Roth, o Cori ficou dez rodadas sem vencer. A diretoria acumulou decisões equivocadas e aumentou o abismo com o elenco – Alex e o então presidente Vílson Ribeiro de Andrade não se falavam. Foi na base da vontade e de uma vitória sobre o Atlético-MG em Belo Horizonte que o time se salvou.

Veio 2015, uma outra diretoria, uma promessa de novos tempos. Mas a equipe seguiu fragilizada, trocou três vezes de técnico e só foi melhorar quando Kléber, Henrique Almeida e Wilson se firmaram entre os titulares. Foi preciso um empate com o Vasco no Alto da Glória para escapar da degola.

Ano passado, novas promessas e novos erros. A diretoria não tinha unidade e por isso tomava decisões desencontradas. A ponto de manter Gilson Kleina quando havia a certeza da demissão e de mandá-lo embora pouco depois. Pachequinho virou interino, parecia próximo da efetivação, mas foi trocado por Paulo César Carpegiani. E o Coritiba fugiu do rebaixamento empatando com o Flamengo e com a participação decisiva dos veteranos Wilson e Kléber e dos novatos Raphael Veiga e Yan Sasse.

Se formos olhar 2017, vamos encontrar ecos dos anos anteriores. O Coxa avaliou mal (jogadores que vieram e não deram resposta), não deu tranquilidade ao departamento de futebol (a diretoria negociava com técnicos duas semanas antes de demitir Pachequinho), perdeu jogadores (Juninho foi vendido ao Palmeiras) e trocou de técnicos (saiu Pacheco e veio Marcelo Oliveira, que tem um aproveitamento menor que o antecessor).

Houve também a queda técnica de jogadores decisivos (Márcio, William Matheus, Henrique Almeida, Matheus Galdezani, Anderson), as lesões (principalmente de Daniel) e a ausência de Kléber em mais da metade do Brasileirão. Graças ao ótimo campeonato de Wilson, Thiago Carleto, Cléber Reis e Rildo, o Coritiba chega à última rodada ainda dependendo de seus esforços para não ser rebaixado. Se está claro que o clube não aprendeu com as lições do passado, ainda é possível evitar o pior neste domingo.

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