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Erros, lamentação e choro marcam a queda do Coritiba no Brasileirão

Nem nos piores pesadelos o torcedor mais pessimista do Coritiba imaginaria um roteiro tão inacreditável. Precisando de uma simples vitória sobre a Chapecoense para não depender de ninguém, o Coxa ainda poderia tropeçar, desde que os adversários tropeçassem.

E tudo isso parecia conspirar contra, até que, no último minuto, quando o Flamengo fez em Salvador o gol que manteria o Alviverde na elite. Só que no exato momento, a Chape marcou o segundo, virou o Placar para 2×1 na Arena Conda e o Coritiba jogou toda a vantagem que tinha fora.

“Sabemos que foi no último lance, mas todo mundo estava buscando o gol e o gol do Flamengo saiu praticamente no mesmo momento. Todo mundo se jogou, a Chape teve também outras chances, nós tivemos contra-ataques e acabamos não sendo felizes. Mas os gols simultâneos doem mais ainda”, lamentou o goleiro Wilson, que evitou que a queda tivesse ocorrido momentos antes.

O panorama do jogo parecia que seria outro. A Chapecoense entrou em campo precisando vencer para sonhar com a Libertadores em meio a uma data emotiva. Afinal, era o primeiro jogo em casa após um ano do fatídico acidente aéreo. Os jogadores entraram em campo homenageando os 71 mortos e aquilo deixou o clima na Arena Condá emotivo.

Sem nada a ver com isso, o Coritiba começou o jogo indo para cima e abriu o placar logo aos 14 minutos, com Kléber fazendo um golaço de fora da área. Parecia que seria um duelo mais tranquilo. Mais leve em campo, com os garotos Thalisson Kelven e Vitor Andrade, e o meia Daniel, o Coxa dominava até recuar, chamando o adversário.

E em uma tarde onde tudo acabou errado, no meio do caminho aconteceram as falhas. Até mesmo no primeiro gol do adversário, quando, aos 38, Elicarlos tentou cruzar a bola na área e acabou pegando Wilson adiantado e empatando o duelo. No final, quando podia comemorar o gol do Flamengo, veio, no último lance, o gol de Túlio de Melo, que definiu de vez o rebaixamento.

Assim que aconteceu o apito final, a alegria da Chapecoense por conseguir a vaga na Libertadores se misturava com a tristeza dos jogadores do Coritiba. Muitos saíram chorando de campo, como o zagueiro Thalisson Kelven.

“O sonho da gente é sempre jogar. Estou aqui há cinco anos, me machuquei e voltei. Coritiba não merece Série B. Agora vamos voltar. Estou muito triste”, desabafou ele.

Outro que ficou visivelmente emocionado foi o técnico Marcelo Oliveira, que no final da entrevista coletiva não conteve as lágrimas.

“Talvez seja o momento mais triste da minha vida desportiva. Sei que o torcedor está sofrendo muito, está muito triste, e todos no vestiário estão da mesma forma. Trabalhamos muito nesse tempo curto e tínhamos uma perspectiva muito boa, ainda mais da forma que foi”, desabafou o treinador.

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