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Diante do Ceará, Paraná Clube se mostra frágil e se complica

Não há nada que esteja tão ruim que não possa piorar. O velho ditado parece que ficou martelando no Paraná Clube neste domingo (5), na Vila Capanema. Em um confronto direto contra o rebaixamento, o Tricolor tinha tudo para conquistar um bom resultado, voltar a fazer do estádio sua grande arma e ganhar fôlego para sair da zona da degola. Só que nada daquilo que foi planejado deu certo. O resultado foi uma derrota por 1 x 0 para o Ceára, até então o lanterna e que ainda não tinha vencido fora de casa, ‘status’ que agora cabe ao time paranista.

Mas não foi por falta de tentativa que o Paraná Clube não conquistou os três pontos. Martelou, pressionou, foi para cima, mas pecou muito nas finalizações. Algumas, chances claras que foram desperdiçadas. Lá atrás, bobeou quando não podia. O gol de Juninho Quixadá, logo aos 14 minutos do primeiro tempo, foi decisivo para o placar final. Permitiu aos cearenses se fecharem para segurar o resultado e aumentou ainda mais a ansiedade e o nervosismo nos paranistas. Dentro e fora de campo.

A cada chute para fora, erro de passe ou defesa do goleiro Everson, a tensão ia aumentando na Vila Capanema. Mais de oito mil torcedores compareceram ao confronto, mas o apoio foi se transformado em vaias e cobranças. Principalmente em cima do técnico Rogério Micale, que reformulou o Tricolor.

Da equipe que perdeu por 3×0 para o Palmeiras na rodada passada, apenas cinco seguiram como titulares – Júnior, Rayan, Leandro Vilela, Silvinho e Rodolfo -. Uma transformação do gol ao ataque, inclusive contando com a estreia do atacante Rafael Grampola, que chegou nesta semana do Joinville e já foi para o jogo. Trocas que não surtiram tanto efeito.

Talvez sentindo o desentrosamento, o time não conseguia construir as jogadas com naturalidade e ia para cima mais no abafa. Grampola também sentiu dificuldades, na hora de buscar a bola e também para concluir, não fazendo nada de diferente do que aqueles que já estavam no elenco. Coube a outro estreante melhorar o desempenho paranista.

Mesmo fora de forma, Maicosuel entrou no intervalo e melhorou o poder de criação do Paraná Clube. Certamente logo ganhará a vaga entre os titulares. Mas mostrou a fragilidade do Tricolor ao depender de alguém longe do seu 100%. Algo que preocupa para a sequência.

Desde que o Brasileirão voltou, após a Copa do Mundo, foram cinco rodadas. E o Tricolor acumula apenas uma vitória e quatro derrotas, sendo três delas seguidas, com nenhum gol marcado. O período sem jogos e de trabalhos intensos parece não ter feito bem, a ponto de quem chegou recentemente já ganhar uma chance. E também aumenta a pressão em Micale, que não vai conseguindo melhorar o rendimento da equipe e vê a situação no campeonato ficar cada vez mais complicada.

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