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Coritiba inicia temporada com número baixo de sócios

O Coritiba  nos últimos quatro anos, nunca iniciou uma temporada com um número tão baixo de sócios. Atualmente, o clube tem cerca de 11 mil associados com as mensalidades em dia. Justamente no ano em que a diretoria alviverde, diante da queda brusca de orçamento com relação a 2018, vai contar muito com os recursos vindos do quadro associativo alviverde. Na verdade, essa queda não assusta a cúpula do Verdão, já que historicamente o sócio coxa-branca se fideliza aos planos do clube por conta do desempenho em campo.

O péssimo desempenho no ano passado e a permanência do Coritiba na Série B do Campeonato Brasileiro desanimaram de vez o torcedor. Em 2018, o Coxa iniciou com 14 mil sócios adimplentes, apesar do rebaixamento à segunda divisão e chegou a ter um pico de 18 mil. No entanto, a campanha ruim e o fraco futebol apresentado durante o ano resultaram na queda brusca no número de associados até dezembro. Para a temporada de 2019, o presidente Samir Namur projeta uma receita de R$ 13 milhões com os sócios. Segundo ele, o clube projeta ter em média 13 mil associados para conseguir esses recursos. A participação do associado será fundamental neste ano, já que o Coritiba viu sua receita diminuir praticamente pela metade. No ano passado, o orçamento foi de quase R$ 90 milhões. Em um cenário pessimista, o Coxa terá R$ 46 milhões para gastar neste ano.

“Em um cenário pessimista, nossa receita será de R$ 46 milhões, mas pode aumentar durante o ano. Hoje a principal fonte de receitas são os sócios do Coritiba diante da queda de valores da Série B. A previsão no orçamento será de R$ 13 milhões, que vai dar uma média de 12 mil sócios ao longo do ano. Terminamos 2018 com um pouco menos do que isso. Vai depender do nosso desempenho em campo e esperamos começar o ano muito bem”, afirmou o presidente Samir Namur.

Presidente do Verdão confessa que desempenho em campo fará a total diferença para que os alviverdes compareçam mais ao seu estádio. Foto: André Rodrigues.

Presidente do Verdão confessa que desempenho em campo fará a total diferença para que os alviverdes compareçam mais ao seu estádio. Foto: André Rodrigues.

No entanto, o aumento dos sócios está ligada diretamente ao desempenho do clube em campo. Por isso, a diretoria do Coritiba tem se esforçado para montar um time competitivo já na disputa do Campeonato Paranaense para conseguir trazer o torcedor de novo para o seu lado. Não à toa, a cúpula do Verdão colocou a conquista do título do Estadual como obrigação para a equipe.

“A importância do Campeonato Paranaense é muito grande. Aí não é novidade nenhuma o Coritiba ganhar o Paranaense e os sócios darem uma resposta melhor. Isso aconteceu em todos os anos. Sempre que o Coritiba ganhou o Paranaense foi um período de aumento de sócios. Isso também mostra a importância que o campeonato tem. E quando você ganha um estadual, começa o Brasileiro com outra moral”, emendou Namur.+

Nos últimos anos, o pico de associados do Coritiba aconteceu em 2017. Quando conquistou o título do Campeonato Paranaense daquele ano, o Coxa atingiu a marca de quase 17 mil associados. A boa fase em campo continuou no início do Brasileirão. O Verdão chegou a brigar pela liderança e, na ocasião, o diretor institucional, Ernesto Pedroso, condicionou a permanência do volante Matheus Galdezani a marca de 23 mil sócios. O apelo deu certo e o clube atingiu a marca de quase 24 mil associados. No entanto, dentro de campo, houve uma queda de rendimento e que culminou com o rebaixamento à segunda divisão, fechando o ano com 15 mil associados.

Em 2016, quando o Coritiba foi vice-campeão paranaense, o clube atingiu a marca de 17 mil sócios adimplentes. No ano anterior, quando também ficou com a segunda posição do Estadual ao perder o título para o Operário, o Coxa atingiu a mesma marca e seguiu com essa média também na disputa do Campeonato Brasileiro, mesmo lutando até as rodadas finais contra o rebaixamento.+

Em um passado mais longo, os números provam a dependência do bom rendimento em campo para contar com mais sócios. Em 2009, por exemplo, quando foi rebaixado e houve os incidentes no Couto Pereira no jogo diante do Fluminense, o Coritiba iniciou 2010 com quase quatro mil associados. Dois anos depois, por exemplo, quando retornou à primeira divisão e chegou à final da Copa do Brasil, o Coxa atingiu a marca de 30 mil sócios.

Por isso, vencer o Campeonato Paranaense e avançar na Copa do Brasil, sobretudo com um futebol convincente, pode refletir diretamente nas receitas do Coritiba com seus associados. Nos bastidores, a diretoria, dentro das suas condições, está tentando fazer sua parte e montar um Coxa mais competitivo para conseguir os objetivos na temporada de 2019.

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