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Falta de eficiência do ataque do Paraná explica irregularidade na Série B

A série de seis jogos de invencibilidade do Paraná Clube terminou no sábado (21), com a derrota por 1 x 0 para o Guarani de Campinas  Resultado que novamente impediu que o time chegasse ao G4 do Campeonato Brasileiro da Série B. Na edição mais equilibrada da história da competição, o Tricolor ainda não consegiu o embalo que o permita entrar em definitivo no grupo dos primeiros colocados. E a falta de eficiência do ataque ajuda a explicar a instabilidade da equipe.

Fala-se, às vezes com razão, que um ataque ganha jogos e uma defesa ganha campeonatos. Só que há um fator óbvio em competições de pontos corridos – é preciso vencer partidas, e para isso é preciso fazer gols. E o Paraná só fez 18 em 23 rodadas da Série B, média de 0,78 por partida. E a situação fica ainda mais grave ao se perceber que foram apenas 9 gols nos últimos 15 jogos.

Até mesmo na série invicta, só encerrada no sábado, os gols rareavam. Foram quatro empates e duas vitórias e só quatro vezes a bola tricolor entrou nas redes. Um rendimento muito abaixo do que se espera para um time que luta pelo acesso para a primeira divisão. E os motivos que explicam essa falta de eficiência ofensiva estão escancarados.

Começa pela ausência de Matheus Anjos. A lesão gravíssimado meia deixa lo fora de embate até novembro . Sem o camisa 10, o Paraná perdeu estabilidade no meio-campo e diminuiu sensivelmente a quantidade de oportunidades criadas por partida. Além disso, Bruno Rodrigues e João Pedro caíram de produção – o armador, talvez o jogador de maior qualidade técnica no elenco tricolor, não está produzindo como em 2017, o ano do último acesso.

Jenison é o artilheiro paranista na Série B, mas tem poucas chances para finalizar. Foto: Albari Rosa
Jenison é o artilheiro paranista na Série B, mas tem poucas chances para finalizar. Foto: Albari Rosa

Sem um meio-campo criativo, Jenison sofre. O centroavante é o artilheiro da temporada com 13 gols e marcou cinco na Série B, mas vem tendo poucas chances. Segundo o site de estatísticas SofaScore, ele tem média de 1,5 finalização por partida, muito baixo para um homem-gol. Diante do Guarani, ele ameaçou Klever no primeiro tempo, mas depois demonstrou ansiedade com a falta de chances e acabou desperdiçando lances simples.

Troca-troca

E a troca incessante de jogadores para tentar arrumar o ataque também atrapalha. Apenas dez paranistas marcaram gols nesta Segundona – além de Jenison, apenas Ramon e Marlyson fizeram entre os atacantes. De resto, gols de meias (João Pedro e Matheus Anjos), volantes (Fernando Neto e Luiz Otávio) e defensores (Sueliton, Leandro Almeida e Guilherme Santos). As últimas apostas, Judivan e Pimentinha, estiveram em campo no Brinco de Ouro da Princesa, e deverão também aparecer no time diante da Ponte Preta, quarta-feira (25), na Vila Capanema.

O próximo jogo une duas situações que preocupam muito – a falta de gols e o rendimento baixo dentro de casa. Para seguir na briga pelo G4, o Tricolor terá que superar esses dois obstáculos, além do time paulista, que também é adversário direto. “Criamos situações, mas a gente tem dificuldade de colocar no gol. Agora temos uma partida decisiva em casa, e temos que acabar com essa história de não vencer na Vila Capanema. Não podemos mais permitir isso”, resumiu o técnico Matheus Costa.

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