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Substituto de Muralha no Coritiba vê clássico com o Paraná como “jogo da vida”

“É o jogo da minha vida”. Assim resumiu o goleiro Rafael Martins sobre a oportunidade de assumir a meta Coritiba do no clássico contra o Paraná Clube, neste sábado (5), às 16h30, na Vila Capanema. O titular Alex Muralha tomou o terceiro cartão amarelo e está suspenso do confronto, e com a negociação do ídolo Wilson com o Atlético-MG, o arqueiro revelado na base terá a missão de ajudar o Coxa na busca da segunda vitória na Série B do Campeonato Brasileiro.

“Agradeço a Deus por mais uma oportunidade. Para mim é o jogo da minha vida. Pelo que aconteceu no ano passado, achei que faltou mais de mim, apesar de ter sido um ano difícil para o clube. É um jogo muito importante, sabemos da importância do clássico. É um campeonato à parte e vou encarar como a chance da minha vida”, afirmou Rafael Martins.

Na reta final da segunda divisão do ano passado, quando o Alviverde já não tinha mais chances de acesso, o goleiro subsistiu machucado. Conseguiu nessa oportunidade ter uma sequência maior na equipe profissional, mas espera ter um desempenho melhor no Paratiba.

“São 13 anos de clube e tive no ano passado oportunidades em sequência. Não vou mentir que no ano passado deixei a desejar um pouco. Mas era um momento diferente desse ano. O time desse ano é mais unido, mais guerreiro e tenho certeza que vai me ajudar também. A história é outra. É tudo diferente agora e vai dar tudo certo com certeza”, garantiu.

Cria das categorias de base, Rafael Martins teve a sua estreia no time profissional tardia. Aconteceu somente aos 25 anos, no Brasileirão de 2016, quando o Coxa encerrou sua participação na edição daquele ano diante da Ponte Preta, fora de casa. Na ocasião, a equipe jogou com um time todo reserva e o arqueiro se machucou ainda no primeiro tempo.

Depois, teve poucas oportunidades. Conseguiu ter uma sequência somente quando foi chamado ao time de aspirantes. Foram dois jogos em 2017 e neste ano fez oito partidas no Campeonato Brasileiro da categoria, sofrendo 17 gols. Pelo profissional, ao todo, foram 14 gols tomados em sete partidas disputadas.

O goleiro considera importante essa sequência de jogos que teve no aspirantes para chegar em boas condições de atuar bem no clássico. “Faz diferença, porque é difícil ficar três ou quatro anos sem jogar. Foram oito jogos no time de aspirantes e isso vai ajudar agora nessa oportunidade que apareceu”, finalizou ele.

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