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Paraná quita salários do ano passado e “sofre menos” em 2020

O Paraná acertou as pendências financeiras do ano passado. A informação foi revelada pelo juiz José Wally Gonzaga Neto, que publicou o documento de confirmação no Tribunal Regional de Trabalho da 9ª Região.

No protocolo, o juiz ainda destaca que o clube conseguiu quitar os salários atrasados mesmo sem ainda ter fechado com um parceiro para a terceirização do departamento de futebol.

“O clube executado honrou o pagamento dos salários atrasados do ano de 2019, mesmo sem ter conseguido, até o momento, finalizar a terceirização do setor de futebol, e que tem procurado todos os meios para continuar honrando seus pagamentos”, escreveu Neto. No total, o Paraná devia cerca de R$ 2,3 milhões de salários a funcionários.

O juiz também ressaltou que o Tricolor tem buscado algumas alternativas para acertar as pendências de 2020. “O clube requer a liberação do valor integral que foi depositado pela Confederação Brasileira de Futebol neste mês para finalizar o pagamento da folha e de algumas despesas de janeiro e de folha de fevereiro.

Os salários de março vencem na próxima semana. O que tem aliviado os cofres do clube neste ano foi a alternativa de trazer jogadores por empréstimo de outros times. No total são 13 jogadores que pertencem a outros clubes e que têm seus salários pagos por suas respectivas equipes.

São os casos dos goleiros Marcos (Goiás) e Filipe (Corinthians); os laterais Rafael França (Vasco) e Hulk (Atlético-MG); os zagueiros Everson (Portimonense) e Thales (Internacional); os volantes Gabriel Kazu (Tombense) e Kaio (Grêmio); os meias Michel (Cruzeiro) e Dudu (Vasco); e os atacantes Keslley (Tombense), Marcelo (Cruzeiro) e Gustavo Mosquito (Corinthians).

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Destaque do Coritiba, Rafinha fala sobre rotina diferente em época de pandemia

Desde o dia 16 de março, os jogadores do Coritiba têm mantido uma rotina diferente da que estavam acostumados. Com a paralisação do Campeonato Paranaense por conta da pandemia do coronavírus, os atletas estão em quarentena em suas casas, dividindo seus treinamentos improvisados com atividades mais leves ao lado de suas respectivas famílias.

Em entrevista ao site oficial do Coxa, o experiente Rafinha contou sobre a rotina neste período afastado dos gramados.

“Eu procuro brincar com as crianças e treinar, um pouco de manhã, um pouco de tarde. Mas a rotina é essa, ficar com a família e rezar para que isso possa terminar o mais rápido possível”, disse o atacante.

Rafinha também comentou sobre a possibilidade de ficar mais perto de sua família e poder aproveitar o tempo com os filhos Tomás e Tiago.

“O tempo inteiro com as crianças, intercalando com os treinos. Inventando coisas com eles, criando brincadeiras, caça ao tesouro, esconde-esconde. Umas brincadeiras que nós fazíamos quando éramos crianças e eles não fazem. A gente vai inventando no dia a dia para não ser tão massante para eles, já que não pode sair de casa”, ressaltou o atleta.

Com 36 anos, Rafinha viveu no fim do ano passado um impasse. O atacante pensou em se aposentar do futebol. No entanto, o jogador descartou a ideia e segue sendo a principal peça do Coritiba em 2020. Nesta temporada, o atacante disputou dez partidas e marcou três gols.

Inicialmente, a tendência é que os jogadores do Coxa voltem aos trabalhos no dia 21 de abril.

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Reforço do Athletico vira pivô de briga entre Atlético Nacional e Santos na Fifa

Último reforço do Athlético para a temporada, o zagueiro Felipe Aguilar se vê como pivô de uma briga entre Santos e Atlético Nacional, da Colômbia, que foi à Fifa cobrar o clube brasileiro por conta de uma dívida na contratação do defensor.

O jogador foi comprado pelo Peixe em 2019 por 2,2 milhões de dólares, mas o time pagou apenas metade desse valor aos colombianos. Nem mesmo após o furacão ter pago 10 milhões para trazê-lo ao ct do caju  o Santos utilizou o dinheiro para pagar a diferença.

Até por isso, o Atlético Nacional entrou com um pedido na Fifa cobrando a dívida de 1,1 milhão de dólares mais os juros, o que equivalem a cerca de 1,5 milhão, aproximadamente R$ 7,5 milhões.

Felipe Aguilar defendeu o Santos por uma temporada. Foto: Ivan Storti/Santos
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Paraná reforça campanha de arrecadação para moradores da Vila Torres

O Paraná Cluble endossou uma campanha de torcedores para arrecadar dinheiro para moradores da Vila Torres que estão passando necessidades econômicas durante a pandemia de coronavírus.

A meta dos torcedores do Tricolor é angariar R$ 4 mil para distribuir no mínimo 100 cestas básicas para a região. “Muitas famílias de coletores de material reciclável estão sem ter alimento para colocar na mesa”, diz o texto dos paranistas do grupo Festa na Vila, que geralmente arrecada doações para compra de foguetes e sinalizadores nos jogos na Vila Capanema.

As doações poderão ser feitas somente por meio do aplicativo de celular, PicPay, pela conta @festanavilaPRC. Caso o valor da arrecadação ultrapasse a meta inicial, todo o montante será utilizado para distribuir mais cestas básicas além das cem previstas inicialmente.

Em suas redes sociais oficiais, o Paraná reforçou a necessidade da campanha. “É hora de unir as nossas forças para ajudar as famílias que estão passando por mais dificuldades que o normal”, escreveu o Tricolor no Twitter.

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Barroca pede nova “pré-temporada” para Coritiba recuperar futebol dos últimos jogos

A paralisação do futebol por conta da pandemia do coronavírus veio justamente no melhor momento do Coritiba na temporada. Depois da semana da eliminação da Copa do Brasil e da derrota para o Cascavel CR, o Coxa não perdeu mais, com três vitórias e um empate e a liderança da primeira fase Paranaense.

E esse vai ser o principal desafio do técnico Eduardo Barroca quando o time voltar a treinar: manter o bom momento e a forma de jogar.

“A gente vinha em um momento de crescimento, mantendo uma equipe base jogando e isso era importante para os ajustes. Não sei os prazos que teremos de preparação, seria importante isso antes de entrar em um período competitivo”, avaliou o treinador, em entrevista à TV Coxa.

Barroca lembrou dos desafios que teve quando assumiu o comando alviverde e ressaltou que rapidamente o elenco assimilou a forma de trabalho e o jeito que ele queria que o Coritiba jogasse.

“O primeiro desafio era a possibilidade de uma mudança na forma de jogar. Era um anseio dentro do clube e iam ao encontro com aquilo que eu penso como o ideal. A primeira etapa foi a mudança na chave, para que pudéssemos pressionar o adversário, ter a iniciativa em campo. Conseguimos dar um bom salto de qualidade, mas aí tivemos a eliminação na Copa do Brasil e tivemos uma semana de desequilíbrio”, destacou.

“Depois restabelecemos o nosso trabalho e ficou evidente que nosso maior trabalho neste momento era transformar o controle em oportunidades de gol e equilíbrio de equipe. Conseguimos rapidamente estabelecer este padrão de jogo”, completou.

Para que o Coritiba não volte à estaca zero após a pandemia, o técnico vem fazendo um trabalho diário durante a paralisação, mesmo longe do convívio do grupo. Dentro disso está até uma reunião com grupos diferentes de atletas, divididos por posição. Na última semana a conversa foi só com os laterais.

“Temos que compensar a falta de treinamento em campo com conversas diárias com os jogadores”, explicou o treinador.

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DAZN entra em “processo de revisão” e times paranaenses podem ficar sem grana na paralisação

Principal fonte de renda da maioria dos times do Campeonato Paranaense 2020, as cotas pagas pela plataforma DAZN, detentora dos direitos de transmissão do torneio, podem ser suspensas enquanto o calendário do futebol estiver parado por causa do novo coronavírus.

O valor referente ao mês de março ainda não foi quitado, de acordo com as equipes consultadas pela reportagem. O campeonato foi oficialmente suspenso no último dia 16. Cada time deveria receber cerca de R$ 370 mil líquidos pelo contrato.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a empresa já começou a avisar as ligas esportivas com quem tem contrato que não pagará direitos de jogos suspensos durante a pandemia. A informação foi publicada pelo site americano Sports Business Daily.

Oficialmente, o braço do DAZN no Brasil não confirma a suspensão dos repasses, mas admite, em nota oficial, que estuda uma série de medidas para superar este “período difícil”.

“Em função do impacto sem precedentes da COVID-19 no esporte, o DAZN se encontra em processo de revisão de uma série de medidas que permitam que a empresa supere este período difícil e volte à plena atividade quando o calendário esportivo for retomado”, diz a nota

Além dos Paranaense, único Estadual transmitido pela plataforma, o DAZN também exibe a Série C do Brasileirão, a Copa Sul-Americana, o Paulistão sub-20 e a NBB.

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Capitão do time, Fabrício mostra identificação com a camisa do Paraná e recupera bom futebol

Um dos líderes e principais jogadores do Paraná em 2020, o zagueiro Fabrício renovou seu contrato até o final de 2021. Com isso, o defensor ficará um pouco mais de dois anos nesta sua segunda passagem pelo clube e também aumentará sua identificação com a camisa paranista.

Entre a primeira vez que jogou pelo Tricolor e esta volta, foram 11 anos. Em 2008, ele veio por empréstimo do Flamengo, em uma negociação que envolveu a ida do meia-atacante Everton, atualmente no São Paulo. No pacote, além do zagueiro, o volante Rômulo e o atacante Éder vieram para o Paraná. Mas foi o defensor quem mais se destacou.

Então com apenas 18 anos, Fabrício já mostrava ser um xerifão. Mesmo sendo tão novo, chegou a usar a braçadeira de capitão na época. No total, foram 17 partidas na Série B daquela temporada, e dois gols marcados. As boas atuações chamaram a atenção e ele não ficou em 2009.

Fabrício em treino na primeira passagem pelo Paraná, em 2008. Foto: Allan Costa Pinto/Arquivo

Voltou ao Flamengo e logo foi emprestado para o Hoffenheim, da Alemanha. Depois, rodou o Brasil e o mundo, defendendo Palmeiras, Cruzeiro, Athletico, Vasco, Vitória, Fluminense, Red Bull Bragantino e Guarani, além do Partizan, da Sérvia, Muangthong United, da Tailândia, Astra, da Romênia, Omonja, do Chipre, Aqtope, do Cazaquistão, e Veracruz, do México.

Também jogou o Mundial sub-20, em 2009, quando era reserva da seleção brasileira e atuou em duas partidas. Mas o início promissor da carreira não engrenou como se esperava. Teve alguns anos de destaque, como em 2010, por Flamengo e Palmeiras, quando entrou 36 vezes em campo, no Vitória, em 2013, no Partizan, em 2016, e no Astra, em 2017.

Só que em nenhum outro clube teve a identificação dos tempos de Tricolor. Até que em 2019 foi repatriado. Por conta de um problema na documentação, que ficou presa no México, só atuou em três jogos na Série B do ano passado.

Seguro na defesa, Fabrício também vem sendo arma no ataque e já marcou dois gols em 2020. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná

Para 2020, a diretoria fez uma reformulação no elenco e Fabrício foi um dos remanescentes. Assumiu a braçadeira de capitão e se tornou o líder do jovem elenco. Aos 30 anos, vai recuperando aquele bom futebol de 2008 e reconquistou a torcida.

Somando as duas passagens, já são 30 jogos com a camisa paranista e cinco gols marcados. Agora, durante a paralisação do futebol, o zagueiro vem cumprindo as orientações do clube para manter a preparação física, mas confia que, quando a bola voltar a rolar, seguirá com as boa atuações.

“Estou muito feliz com esse acordo. Acredito no projeto do Paraná Clube e tenho certeza que temos tudo para fazer uma grande temporada. No momento, o importante é nos cuidarmos, na alimentação e seguindo o protocolo de treinos que nos foi passado pela comissão técnica”, disse ele, ao site oficial do Paraná.

Por onde andam?

Junto com Fabrício, vieram em 2008 o volante Rômulo e o atacante Eder. O primeiro encerrou a carreira precocemente, aos 28 anos, em 2015, quando defendia o Brasiliense.

Já Éder, aos 32 anos, após rodar o Brasil e o futebol da Grécia, foi para a Ásia e desde 2015 joga na Coreia do Sul. Passou por Daegu, Jeonbuk Motors e Seongnam. Para 2020, assinou com o Jeju United.

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Em “home office”, Barroca explica como vem treinando os jogadores do Coritiba à distância

Sem poder comandar treinamentos desde o último dia 16, quando o futebol brasileiro foi paralisado, o técnico Eduardo Barroca vem trabalhando da sua casa, no Rio de Janeiro, e mantendo contato direto com os jogadores do Coritiba através da internet.

“Diante desse cenário eu tenho aproveitado o tempo em casa para trabalhar, para rever tudo que fizemos, me comunicar com jogadores, comissão técnica e direção para alinharmos tudo e quando formos recomeçar termos uma lógica de sequência de trabalho”, disse ele, em entrevista à TV Coxa.

E dentro dessa nova rotina, o treinador explicou como vem sendo sua forma de trabalho, que, de certa forma, vem se baseando em vídeos e números, que são apresentados para o elenco e também para a comissão técnica.

“Eu divido meu trabalho em quatro partes. Uma delas é a análise de números de treinamentos, de tudo que fizemos até aqui, tomadas de decisões, a nossa pré-temporada”, explicou Barroca.

Diante disso, o comandante alviverde parte para os próximos pontos, avaliando tudo que foi feito nos primeiros jogos da temporada e passando um relatório individual para cada atleta. Além disso, sem poder exercer os treinamentos em campo, ele passa referências daquilo que quer na prática.

“As outras três partes são divididas em áreas qualitativas, A primeira delas é o fortalecimento do nosso modelo de jogo, aquilo que estamos determinando para a nossa equipe. O segundo ponto é a construção de um material individualizado para cada jogador, para que eles possam enxergar o que fizeram de bom e o que podem melhorar. O terceiro são as referências externas, jogos de alto nível do futebol europeu, para que possamos relacionar com o que fizemos até aqui”, completou Barroca.

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Volta da Libertadores deve ser adiada por tempo ainda a ser definido

A Conmebol deve prorrogar o prazo inicial de 5 de maio dado pela própria entidade para a volta dos jogos da Libertadores 2020 após a paralisação pela pandemia de coronavírus. A informação é do GloboEsporte.com.

Diante do agravamento da pandemia na América do Sul, a avaliação da entidade é de que dificilmente os jogos de futebol no continente possam retornar nesta data.

Para a retomada da Libertadores, é necessário que os jogos nacionais dos dez países com times participantes já estejam acontecendo também Além disso, as fronteiras entre todos os país precisam ser reabertas. Cenário que traz uma alta imprevisibilidade para as datas de volta do torneio.

A competição foi inicialmente suspendida em 12 de março pelo período de uma semana. Em seguida, a interrupção vai até 5 de maio. Já foram disputadas duas partidas da fase de grupos. Diante da paralisação, a commenbol inclusive adiantou parte das premiações desta fase aos clubes.

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Clubes consultam e Globo e Turner se mostram contra a volta do mata-mata

A incerteza sobre o calendário do futebol causada pela pandemia do novo coronavírus abriu a discussão sobre um eventual retorno do mata-mata ao Brasileirão em 2020. A ideia, no entanto, não agrada os dois detentores de direitos de transmissão do campeonato, Globo e Turner.

De acordo com o UOL Esporte, a Globo foi consultada por clubes e se posicionou de maneira contrária. A emissora acredita que a alteração resultaria em queda de arrecadação do pay-per-view (PPV) e em vários outros aspectos.

Com a redução de datas (de 38 para 25), haveria 176 partidas a menos caso a fórmula de 2002, a última antes da implementação dos pontos corridos, fosse resgatada. E a diminuição de jogos representaria o não cumprimento do pacote publicitário da emissora, que prevê 38 rodadas.

Já a programadora Turner, dona dos canais pagos TNT e Space, perderia ainda mais com jogos eliminatórios. Atualmente, com oito clubes sob contrato (Athletico, Bahia, Ceará, Coritiba, Fortaleza, Internacional, Palmeiras e Santos) ela tem 56 jogos da Série A em 2020.

Em cenário com mata-mata, seriam 28 garantidos na fase classificatória na TV fechada, além de duelos exclusivamente entre seus contratados na fase final — o que poderia não acontecer. Ainda segundo o UOL, o repasse das cotas aos clubes inevitavelmente também seria reduzido com a entrega de menos partidas.

Até aqui, no entanto, tanto Globo como Turner não confirmam oficialmente a rejeição ao mata-mata.